Marcos Correia Junior

Esta postagem foi publicada em 26 de agosto de 2015


A LIBERDADE MAL UTILIZADA APRISIONA

“Meu nome é Marcos. Tenho 35 anos, sou divorciado e pai de dois filhos. A história que vou contar é parecida com a de muitos estudantes brasileiros. Porém, acredito que será de grande valia a leitura desta pequena narrativa.
No ano de 2000, ainda estava fazendo o 3º ano do ensino médio, quando, nas férias do meio do ano, tomei a decisão de me inscrever no vestibular de uma faculdade em Olinda. Não tinha ideia de qual curso deveria fazer, apenas sabia que precisava entrar em uma universidade, pois ouvia as pessoas falando que seria um diferencial para minha vida.
Então, olhando as opções disponíveis de cursos, decidi me inscrever no vestibular e concorrer a uma das 50 vagas disponíveis para o curso de bacharelado em Administração. E acabei aprovado. Mas não podia ingressar, pois não tinha concluído o ensino médio.
Como eu já estava com idade avançada, por ter reprovado alguns anos, fiz uma prova do supletivo elaborada pelo governo do Estado em 1999. Mas, não tinha passado em todas as matérias, ainda restavam duas. Fui até a instituição que fazia as provas supletivas, fiz as duas matérias que faltavam e conclui o ensino médio.
Estava me sentindo o máximo, o primeiro aluno na minha escola a entrar na faculdade, o primeiro filho, o primeiro neto, o primeiro tudo. Mas, será que eu estava preparado para o que estava por vir? A faculdade seria da mesma forma que na escola? Teria que usar farda? Os professores ficavam chamando para entrar em sala? Teste, provas, recuperação, final? Bem vamos ver como foi esta primeira etapa da minha vida universitária.
Meu primeiro impacto com este ambiente foi entrar numa sala de aula com 50 pessoas totalmente diferentes, pessoas mais velhas, algumas bem arrumadas, outras de bermuda e sandálias, todas sentadas em círculo. Elas estavam se apresentando. Comecei a observar tudo, e a perceber que tudo era muito diferente. As pessoas entravam e saiam da sala, celular na mão, fumando nos corredores, bebendo na frente da faculdade. Nos intervalos, não tinha sirene, coordenadores de pátios nos colocando de volta para sala. Comecei a perceber a “liberdade” e, com o tempo, comecei a gostar disso. Porém, foi justamente neste momento que comecei a fracassar na minha primeira passagem no espaço acadêmico.
Tornei-me popular na faculdade, e comecei a me utilizar desta “liberdade” para influenciar negativamente outras pessoas. Não participava das aulas, só entrava em sala nos momentos de assinatura das atas. Não participava dos trabalhos acadêmicos e minha única preocupação era: TIRAR SETE para passar no final do semestre.
Com o decorrer do tempo, fiz alguns estágios em diferentes áreas da Administração. Mas, com o nascimento dos meus filhos, tive a necessidade de arrumar um trabalho para o sustento da minha família. Foi então que comecei a despertar e vi que estava usando aquela “liberdade” de forma errada.
Depois da minha formatura, comecei a trabalhar em várias empresas. Mas não conseguia dar continuidade em minha carreira profissional na área da Administração. Comecei a trabalhar na área de Vendas, pois a necessidade me obrigava a agarrar esta profissão, da qual nunca gostei.
Até que, no final de 2014, eu estava trabalhando para uma grande empresa no segmento de suco no Recife quando, ao visitar um cliente, me senti mal, e fui socorrido dentro do meu carro pelo SAMU. Estava tendo uma crise de estresse. Fiquei cinco dias em observação no Hospital Esperança, em Olinda.
Foi neste período de dor e sofrimento, que tomei a decisão de recomeçar uma nova trajetória. Analisei o meu currículo, e percebi que o melhor trabalho realizado na minha carreira tinha sido como Supervisor de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas de uma grande empresa do varejo, localizada na Região Metropolitana do Recife.
Receber aquelas pessoas, que vinham de momentos difíceis de desemprego, participando comigo da chamada integração de novos colaboradores, olhando o brilho no olhar de cada um, felizes pela grande oportunidade dada a eles, era de fato o que me motivava a pegar dois ônibus no bairro do Janga, em Paulista, e ir até o bairro da Imbiribeira, no Recife, todos os dias. Posso afirmar que fazia isso com muita alegria.
Observar a dificuldades no dia a dia de cada um, procurar a qualificação necessária que cada um necessitava para exercer um melhor trabalho, preparar atas de treinamentos, organizar salas, e ver o crescimento de muitos colaboradores dentro da empresa, era gratificante.
Levado por todo sentimento de prazer que esta passagem me traz, comecei a pesquisar sobre o curso de Gestão em Recursos Humanos. Descobri um mercado universitário cheio de ofertas. Mas eu queria fazer meu curso em uma instituição de destaque em sua metodologia de ensino.
Entrando em vários sites, deparei-me com o da Faculdade Senac, e comecei a pesquisar sobre os cursos de graduação, pois tinha em mente recomeçar do zero. Não adiantava entrar na pós-graduação, tendo feito uma graduação tão ruim. Vendo no site que a faculdade tinha aberto um novo curso de Gestão em Recursos Humanos, fiquei interessado e fiz minha inscrição como portador de diploma.
E o que posso relatar das primeiras quatro semanas de curso é que tenho a certeza que estou no caminho certo. A Faculdade Senac utiliza uma metodologia de ensino que vem me deixando a cada dia com mais vontade de aprender. A integração entre as disciplinas nos módulos fazem com que estejamos, o tempo todo, fixando conceitos e ideias que nos fazem crescer como pessoas, estudantes e profissionais.
Estou feliz em fazer parte desta instituição de ensino. Hoje, tenho certeza que aquele estudante que usou a liberdade de forma errada, recomeçará uma nova história livre, porém, focado”.


Informações:
Aluno: Marcos Antônio Alves Correia Junior
Curso: Gestão de Recursos Humanos (Primeiro Período)
E-mail: marcos80correia@gmail.com


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